Psicografia Materna

Aquele dia não poderia ser diferente do que foi. Tudo caminhava na direção da tragédia, se assim posso dizer. A vida nunca foi a ideal, porém foi a minha alegria receber o pouco que Deus sempre me ofertou. Vivi minha vida da forma que me alegrou, coloquei – os de pé e os alimentei de comida e caráter. As lágrimas que derramas deve ser de saudade, todos fizeram o que deveria ter sido feito. Eu já sentia dentro de mim que a palavra que nunca me açoitou chegou ao meu coração. Cansaço. Era um cansaço das vivências, das desventuras e da falta de sorte. Eu me entreguei. Pela primeira vez pensei em mim depois de tanto que pensei nos outros. Não se culpe, seu fardo também está pesado, eu sinto daqui, suas lágrimas tem um gosto salgado em minha alma. A caminhada ainda será longa. Caminhe. Posso te ver arrastando seus pés ainda infantis aos meus olhos. Ah… Vocês nunca crescem aos olhos de mãe. Eu apenas observo o caminhar de cada um. Não havia o que ser feito, não havia o que ser dito. Aconteceu. Não há remédio que cure a dor da negação. E quando sentir falta do colo de mãe, da voz de mãe, do meu cheiro, olhe pro céu, procure ao redor, em cada grão de areia, em cada folha de árvore, e cada sopro do vento que te rodeia, eu estou aqui, olhando e guardando você para que somente no momento certo corra para os meus braços assim como quando deu seus primeiros passos. Filha…  Respire, caminhe, não desista. Sua dor é como navalha no meu peito, eu busco a luz que vem de você. Fique bem. Mamãe te ama!

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