No Braços de Um Anjo – 1ª Parte

 

O relógio bateu duas horas da manhã de uma sexta-feira. Eu já nem faço idéia de quantas horas perdi em cinco anos de casamento esperando Diogo voltar. Quantos jantares românticos esfriaram sobre a mesa de jantar sem ao menos serem tocados. Eu não queria assumir, mas tudo isso estava me cansando. Eu me via exausta. Uma mulher sem expectativa. Uma mulher que amava seu marido e não era correspondida.

As desculpas que ele me dava acabaram tornando-se repetitivas e aos poucos eu já nem esperava mais por elas. Ele acabava enganando a si próprio, pois eu sabia muito bem o motivo de seus atrasos constantes. E não eram as reuniões de negócios. Era sim, o jogo e as mulheres. Não me lembro desde quando deixei de ser a pessoa com a qual ele queria viver para o resto da vida. Na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza.

Dediquei a minha vida a ele assim como aprendi com mamãe que viveu anos com papai sendo fiel e amada. Veio a realização no trabalho e aos poucos fui sendo deixada de lado. Como se a conquista dos bens tão desejados por ele fosse mais importante do que a mulher a quem jurou amor eterno.

Porém, nunca lhe cobrei nada. Sempre aceitei calada pelo bem de nosso casamento.

E este dia não foi diferente dos demais.

Ouvi o barulho da porta sendo aberta e o tilintar das chaves do carro ao serem depositadas sobre a mesinha da sala. Os passos desconexos escada acima.

E mais uma vez fingi estar dormindo enquanto ouvi-o tirar os sapatos, colocar o paletó sobre uma cadeira, entrar no banheiro e ficar meia hora debaixo do chuveiro.

Terminava o banho e se deitava ao meu lado e após um longo suspiro que eu sabia não ser de cansaço, virava para o lado e dormia.

Mesmo com ele ao meu lado eu me sentia sozinha.

Minha vida era esta.

Não podia reclamar de bens materiais, pois nada me faltava. Tinha uma casa confortável, meu carro, roupas boas e tudo o que uma pessoa precisava para viver bem. Mas, além disso, não tinha mais nada. Talvez se tivéssemos um filho não me sentiria assim, mas cansei de esperar a hora de termos nosso filho. Nunca era a hora certa. Desisti disso também. Não fazia mesmo diferença, pois nunca tive vontade própria, sempre dependia da opinião dele para criar a minha própria opinião. Sabia bem o significado da palavra submissão.

Poderia até mesmo ter meu próprio emprego, mas Diogo sempre dizia que eu não era mulher para trabalhar e que tínhamos uma boa situação financeira. Meu único dever era manter a estabilidade de nosso lar. Que estabilidade? A que ele acreditava ser a certa. Tinha uma profissão de respeito, uma esposa digna, e uma casa dos sonhos para mostrar aos outros o quanto sua vida era invejável.

Nunca tive coragem de questionar Diogo sobre o que acontecia com ele. Se o problema era comigo e em que eu poderia melhorar, no fundo eu sabia que nada mudaria para nós. Na verdade eu tinha medo de ver nosso casamento desfeito. Sei que isso não agradaria minha família.

A vida prosseguiu da mesma forma.

Dias depois Diogo veio me comunicar sobre uma viagem de alguns dias.

— Mais uma viagem? — comentei sem reação.

— Sim, querida. Uma viagem com amigos. Estou muito estressado preciso descansar um pouco desta loucura diária.

Há tempos não o ouvia me chamar de querida.

— Também estou estressada, Diogo, poderia me levar contigo. Há anos não viajamos juntos.

— Sim, poderia, mas não nesta viagem. Irão apenas homens, os amigos do escritório. Marcaremos uma viagem só para nós assim que eu voltar.

Não sei porque comentei aquilo. Já sabia que ele escaparia sorrateiro como sempre fizera.

Não disse mais nada, apenas assenti.

Arrumei suas malas e depois nos despedimos com um beijo frio.

Senti vontade de ir para a casa de mamãe, mas desisti logo da ideia porque sabia que teria que responder as mesmas perguntas de sempre. O motivo por não ter ido com meu marido. Preferi ficar em minha casa.

Quase uma semana se passou.

Numa noite chuvosa recebi uma ligação. Era Diogo avisando que chegaria em poucas horas. A tempestade estava forte e isto o atrasaria um pouco.

Não me preocupava com o horário que chegaria, estava acostumada e não faria diferença alguma esperar mais algumas horas.

Deitada na minha cama podia ver a claridade dos raios e a chuva grossa que caía lá fora.

A campainha tocou uma vez. Enfim, havia chegado.

Levantei e coloquei as pantufas. Desci devagar enquanto a campainha insistiu mais uma vez.

“Estou indo, meu querido”. — pensei.

Girei a maçaneta devagar.

Não era Diogo.

Dois policiais ensopados estavam em frente a minha porta.

— Boa noite, senhora. Aqui é a residência de Diogo Silva Morales? — perguntou um deles olhando uma folha de papel molhada, quase translúcida.

Balancei afirmativamente a cabeça.

— Podemos entrar um instante para conversar? — insistiu ele.

Nem percebi que não os havia convidado a entrar.

— Sentem-se. — disse, mas na verdade quem sentiu necessidade de sentar fui eu.

— Não é preciso. A senhora é…?

— Esposa. — afirmei sem esperar o fim da pergunta.

— Bem. Encontramos seu endereço através da placa do carro de seu marido. Houve um acidente na rodovia no retorno do litoral. Infelizmente seu marido foi uma das vítimas fatais. Sei o quanto é difícil para a senhora, mas há uma outra vítima que ainda não conseguimos identificar, talvez possa nos ajudar.

No primeiro momento não consegui esboçar uma reação. Minhas pernas estavam bambas, o meu queixo tremia, o meu estômago revirou.

— Homem ou mulher? — perguntei como se não soubesse a resposta.

— Mulher, senhora.

No enterro de Diogo, não sabia se chorava por sua morte ou pela descoberta da traição que já suspeitava que existia. Por fim decidi não chorar, as lágrimas não sairiam da maneira que eu precisava. Descobriria sozinha o que era pior, um marido distante ou um marido morto.

Virei motivo dos comentários mais cruéis possíveis.

Tranquei-me dentro de mim e mergulhei dentro do meu mundo de dor.

Aos poucos a tristeza foi passando, ele nem merecia tanto sofrimento da minha parte. Morreu me devendo muito. Sua alma possivelmente não descansaria.

Passei a viver um pouco melhor do que antes. Montei um escritório em minha residência de onde podia resolver boa parte dos meus negócios. Acabei comprando uma floricultura e isto era o que mais me dava prazer. Acredito que flores significam  vida. E vê-las me alegrava em demasia.

Tudo acabou transcorrendo naturalmente e quando percebi já havia se passado um ano. Logo me senti sozinha. Depois de tanto tempo e eu não havia conhecido ninguém. Deixei meu lado emocional de lado, talvez por medo de errar novamente. Ainda sentia-me insegura para tentar recomeçar uma vida com outro alguém.

Num desses dias de solidão, numa tarde chuvosa quando me vi trancada em casa sem ter o que fazer, resolvi entrar em um desses sites de relacionamentos da Internet. Tinha curiosidade de saber o que aquelas pessoas buscavam se comunicando com desconhecidos. Rapidamente me cadastrei e procurei escolher um apelido que usaria no lugar do meu verdadeiro nome. Não tinha nenhum em mente. Esforçava-me e nada saía. Até que olhei ao meu redor e na estante de filmes e livros li na capa de um dos filmes o nome Bloodraine. Rapidamente o adotei como meu Nickname.

 

Bloodraine acabou de entrar… (apareceu na tela).

 

Em poucos instantes, pessoas de ambos os sexos passaram a se comunicar comigo. Queriam saber minha idade, onde morava, e muitos detalhes até íntimos demais para serem revelados em rede mundial. No começo me assustei um pouco, mas devagar fui me acostumando com aquele novo mundo de pessoas estranhas que se escondiam atrás de apelidos engraçados. Gatinha da net, Jovem Sedutor, Amante à moda antiga, enfim, toda a sorte de nomes que sugeriam muitas coisas. O meu também causava curiosidade entre eles.

Jovem sedutor para Bloodraine: Olá. Gostei do seu apelido…

 

Bloodraine para Jovem Sedutor: obrigada. O seu também é interessante. Sugere algo?

 

Jovem sedutor para Bloodraine: sim. Estou à procura de um amor.

 

Bloodraine para Jovem Sedutor: Hum. Que bom espero que encontre.

 

Neste momento o telefone tocou tirando minha concentração.

Era mamãe do outro lado da linha.

— Filha? Está tudo bem por ai? — ela quis saber.

— Sim, mamãe. Ótimo.

— Liguei para saber se virá para o aniversário de seu tio avô que completará oitenta anos neste sábado.

— Tio avô? Nem sabia que eu tinha um. Não mamãe, obrigada. Prefiro ficar por aqui mesmo.

— Ainda com a mania de ficar sozinha. Você é quem sabe. Caso mude de idéia nos comunique. Fique em paz.

— Tudo bem mãe, tchau! — desliguei o fone e voltei para o computador.

Jovem Sedutor saiu da sala…

 

O rapaz com quem eu conversava anteriormente havia saído da sala de bate-papo. Justo agora que eu havia me interessado na conversa e que alguém me dera atenção. Olhei a lista de apelidos e nenhum me despertou o interesse. Pensei em sair e desligar o computador. Talvez na televisão estivesse passando algum filme bom.

Angel para Bloodraine:…

 

Alguém falou comigo no momento em que sairia.

Bloodraine para Angel: olá, Angel.

 

Angel para Bloodraine: Boa Tarde.

 

Bloodraine para Angel: E você é homem ou mulher?

 

Angel para Bloodraine: Posso ser o que quiser.

 

Bloodraine para Angel: Ah, então vou imaginar que é um rapaz. Quer me fazer alguma pergunta? Estou à disposição.

 

Angel para Bloodraine: Não preciso. Já sei o suficiente de você.

 

Bloodraine para Angel: Como assim? O que sabe?

 

Angel para Bloodraine: você é uma mulher sozinha numa tarde chuvosa que busca na Internet um passatempo ou até mesmo encontrar uma pessoa com quem compartilhar alguns momentos de distração.

 

Bloodraine para Angel: puxa, você tem um bom chute! Como sabe que sou mulher?

 

Angel para Bloodraine: ora, levando-se em conta que Bloodraine é o nome de um filme em que a protagonista é uma mulher, fica fácil adivinhar.

 

Bloodraine para Angel: Rapaz esperto! E posso saber sua idade, Angel?

 

Angel para Bloodraine: posso ter qualquer idade. Qual a sua?

 

Bloodraine para Angel: tenho trinta e cinco anos. Já sou uma mulher madura. Por que usa este apelido, Angel?

 

Angel para Bloodraine: talvez descobriremos juntos depois. Agora preciso sair, Bloodraine.

 

Bloodraine para Angel: mas já? Está cedo. Agora que estávamos nos entendendo tão bem.

 

Angel para Bloodraine: não se preocupe. Amanhã nos falaremos novamente nesta mesma sala com os mesmo apelidos. Combinado?

 

Bloodraine para Angel: se não tem remédio. Gostaria de saber mais de você.

 

Angel para Bloodraine: você saberá. Foi bom falar com você. E procure deitar sua cabeça no travesseiro e dormir. Seu corpo precisa de descanso.

 

Angel saiu da sala…

 

O tempo passou tão rápido que ao menos notei que a chuva havia parado. Levantei-me e desliguei o computador. Subi e tomei meu banho antes de ir deitar.

Lembrei das últimas palavras de meu novo amigo virtual. Realmente eu precisava descansar meu corpo. Mas como sabia que o sono não vinha? Nos últimos dias vinha sofrendo mesmo com insônia e esta seria mais uma noite em claro.

Virei para o lado e não vi mais nada. Adormeci.

No dia seguinte acordei bem cedo. O sol brilhava e o dia estava lindo. Preparei um bom café, me alimentei e depois fui à floricultura. Tudo estava caminhando perfeitamente. Tinha sorte em ter pessoas de confiança ao meu lado.

De tardezinha após ter resolvido algumas coisas, voltei para casa.

Lembrei que tinha sonhado com algumas coisas, mas não me lembrava bem do que era. Vi flores vermelhas e eu caminhando entre elas sorrindo. Lembro também de ter sonhado com um homem que nunca vi em minha vida. Ele me abria os braços e me chamava para perto, mas eu não conseguia alcançá-lo. O resto do sonho, não consegui me lembrar.

Peguei um refrigerante na geladeira e me sentei frente ao computador. Fiz algumas consultas e respondi alguns e-mails. Logo depois entrei novamente no Chat e continuei fazendo algumas coisas, não imaginava que novamente conseguiria falar com meu amigo virtual.

Bloodraine acabou de entrar…

 

Angel para Bloodraine: Boa tarde, minha flor!

Era ele. Foi rápido desta vez.

Bloodraine para Angel: Olá meu amigo. Que bom que apareceu. Não imaginei que conseguiria falar com você hoje. Fico feliz.

Angel para Bloodraine: eu disse que viria. Dormiu bem esta noite?

 Bloodraine para Angel: sim, muito bem. E você, como está hoje?                     

Angel para Bloodraine: bem, como sempre. Vamos continuar a conversa de ontem? Se quiser, claro.

Bloodraine para Angel: sim. Você diz que sabe muito de mim, mas eu nada sei de ti. Fale um pouco de você, meu rapaz. Imagino que seja bem jovem.

Angel para Bloodraine: digamos que não sou tão jovem assim. Tenho alguns anos de experiência. Mas não falaremos de idade. Isso não é importante. Falaremos de você, Bloodraine. Você procura encontrar felicidade em sua vida, não é?

Bloodraine para Angel: sim, mas quem não busca isso hoje em dia? Se eu te contar da minha vida…

Angel para Bloodraine: se sentir necessidade de falar não vejo problemas nisso. Estou aqui para isso. Fale da sua vida.

Soltei um longo suspiro. Tudo o que havia passado até aquele momento me fizera sofrer muito. Nunca havia falado com ninguém sobre minha vida, nem mesmo com mamãe. Não gostava de expor meu sofrimento. Minha dor pertencia a mim e mais ninguém. Tudo o que agüentara ao lado de Diogo foi por decisão minha, pois sabia que nunca seria vista com bons olhos se eu o tivesse abandonado. Mesmo após sua morte eu ouvi das pessoas que tudo que havia acontecido com Diogo fora minha culpa, pois não soube segurar meu marido e manter minha família. As pessoas sabem ser cruéis quando querem. Mas agora nada disso importava, já havia aprendido a conviver com tudo isso.

 Angel para Bloodraine: você ainda está ai?

Bloodraine para Angel: desculpe, estava perdida nas lembranças. Sabe, já fui casada. E confesso que minha vida nunca foi das melhores. Sofri muito com meu marido e até na hora de sua morte fui humilhada. Ele morreu junto com a amante. Talvez ela fosse seu verdadeiro amor. Mas eu o amava de verdade e levei um grande golpe. Sabe, Angel, não tenho muitas coisas interessantes para falar de mim, não acredito que queira saber disso. O melhor é não tocarmos neste assunto.

Angel para Bloodraine: não falaremos mais então. Você precisa amar de novo. Todo amor que quis oferecer ao seu marido ficou guardado dentro de você e isso está te sufocando. Talvez esta seja a hora de amar novamente.

Bloodraine para Angel: se fosse tão fácil como diz, senhor psicólogo. Não tenho muitos contatos do sexo masculino, não saio de casa praticamente, portanto fica difícil. Confesso que gostaria muito de ter alguém com quem dividir a vida, mas acho que ainda vou demorar a encontrar.

Angel para Bloodraine: talvez você não precise procurar por esta pessoa, talvez ele a encontre. Basta esperar o momento certo. O amor une as pessoas certas.

Bloodraine para Angel: também pensava assim, imaginava que o amor havia me unido a Diogo. Se o amor une as pessoas certas por que não deu certo com a gente?                                                    

Angel para Bloodraine: o amor une as pessoas certas, se não deu certo é porque não foi amor. Mas não entenda como se você não amava o suficiente, você amou até demais, ele não a amava. Existe casais que envelhecem juntos sem nunca terem ao menos um desentendimento. Isso é amor. Você fez tudo certo. Mas o amor é como as engrenagens de um relógio, se algo está entre elas, não funciona direito.

Bloodraine para Angel: pensei que os opostos se atraíssem. Tínhamos nossas diferenças, mas imaginei que isso seria o tempero.

Angel para Bloodraine: se isto estivesse correto, a teoria de almas gêmeas não existiria. Você acredita em almas gêmeas?

Bloodraine para Angel: não sei. Pode ser que sim. O que você acha?

Angel para Bloodraine: entenda uma coisa. Afirmo-lhe, almas gêmeas existem. Toda pessoa que nasce possui uma alma gêmea, um amor sublime, quase divino. A maioria busca este amor por toda vida, muitos o encontra, outros não tem sucesso nesta busca e vivem frustrados. Você já deve ter ouvido muitas histórias de amor assim. Histórias antigas ou recentes. O amor nunca morre e o verdadeiro sentido do amor é um só.

Senti uma estranha emoção ao ler aquelas palavras. Parece que a forma que ele se expressava era exatamente o que eu imaginava, mas não sabia traduzir em palavras. E ele havia conseguido de uma forma natural e direta.

Bloodraine para Angel: você me espantou agora. Nunca ouvi ninguém falar do amor desta forma. O que você é afinal? Psicólogo? Escritor? Poeta?

Angel para Bloodraine: já disse. Sou o que quiser. Mas apenas me aceite como um amigo. Alguém com quem pode dividir a sua vida. Alguém que pode lhe mostrar os caminhos e os sentidos desta vida. Não afirmo que sou dono da verdade, existe Alguém superior que domina isto, mas abaixo deste Alguém posso saber um pouco das coisas e dos sentimentos. Lembra quando disse que sei o suficiente sobre você? Se eu disse isto é porque sei. Não tenha medo. Eu te encontrei. Talvez agora queira me dizer seu verdadeiro nome.

Cada vez algo apertava ainda mais meu coração. Quem era ele afinal? O que queria comigo? Poderia confiar naquela amizade? E que mal havia em confiar? Ele não poderia me fazer nenhum mal se não se aproximasse de mim.

Bloodraine para Angel: Cassandra. (respondi quase sem pensar)

 

Angel para Bloodraine: Cassandra? Como aquela da Grécia antiga. A mais bela filha de Príamo. Sacerdotisa de Apolo que ao se ver apaixonado deu-lhe o dom da profecia. Mas assim como ela não cumprira a promessa de casar-se com Apolo, ele fez com que ninguém acreditasse em suas profecias. História interessante tem o seu nome.

 

Bloodraine para Angel: Além de psicólogo é professor? Surpreende-me. E o seu nome? Posso saber?

 

Angel para Bloodraine: Emanuel.

 

Bloodraine para Angel: Não podia ser diferente. Um anjo só poderia ter nome de anjo. Você conseguiu me convencer, Emanuel. Nada pode ser tão impossível assim. Ainda há esperanças para mim. Mas, por que diz que me encontrou? Não entendi. Deixou-me assustada.

 

Angel para Bloodraine: não tenha medo. Plantei uma semente em seu coração. Agora me deixe regá-la. Quanto a ter te encontrado, espere e entenderás. Às vezes demoramos a entender certas coisas.

 

Bloodraine para Angel: talvez você seja minha alma gêmea?

 

Angel para Bloodraine: e por que não? Sente-se bem em falar comigo, mesmo que seja desta forma fria, não sente? Então se deixe levar por este acontecimento e depois você terá o que me dizer.

Bloodraine para Angel: realmente sinto como se já o conhecesse. É estranho, mas é real.

Angel para Bloodraine: foi bom nos falarmos hoje, Cassandra. Amanhã poderemos nos falar novamente. Durma em paz e descanse sua alma. Precisa cuidar também de sua saúde. Não pense em nada. Apenas em mim.

Bloodraine para Angel: mas calma aí, já vai? Nem me disse como você é fisicamente. Preciso saber. Como pensarei em você se nunca o vi?

Angel para Bloodraine: já disse que posso ser o que quiser. Sonhe comigo e depois te contarei se seu sonho acertou ou não. Por enquanto apenas tire suas próprias conclusões. Boa noite.

Emanuel desligou-se.
***
Continua…

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Sobre Lina Stefanie

Formada em Letras com licenciatura em Inglês, Professora, nascida em São Lourenço da Serra, São paulo, Lina Stefanie alimenta desde a tenra idade o amor pelo lado sobrenatural da vida. Amante das estórias de terror e suspense, tem como ídolos da literatura fantástica mestres como Stephen King, Anne Rice e Lygia Fagundes Telles. Publicou em três Antologias de Fantasia: Caminhos do Medo (Editora Andross), Amores Impossíveis (Editora Andross) e Vírus Z (Editora Navras), publicou seu primeiro Romance no ano de 2016 através do Clube de Autores.
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