Juazeiro

003Minha concentração foi quebrada pelo som do celular vibrando sobre a mesinha de cabeceira. Estiquei uma das mãos e olhei o nome no visor. Era uma mensagem de texto enviada por um dos meus advogados no Brasil. Depositei o aparelho novamente sobre a mesinha e fui lavar o rosto.

A mensagem era do Doutor Eduardo. Simples e direta:

— Encontrei a sua mãe! Faça as malas!”.

Tive sorte em conseguir me apoiar na cama quando a li. O recado me atingiu certeiro. Senti as mãos gelarem e gotículas de suor brotar na minha testa. Esperei exatos trinta anos da minha vida para ouvir esta frase. Levantei-me ainda com as pernas bambas e me aproximei da janela. Através do vidro eu podia ver a neve caindo devagar sobre o gramado do jardim. O Natal este ano seria ainda mais branco aqui em Nova Iorque.

Minha casa estava toda enfeitada de luzes e festões coloridos. Na árvore do jardim, imensa por sinal, havia um Papai Noel gigantesco com os braços bem abertos e um saco de presentes dourado ao lado. Não havia presentes naquele saco, mas em compensação, na árvore da sala havia uma pilha enorme de presentes com uma lista de nomes colada a ela. Muitas pessoas para agradar, demonstrar carinho ou simplesmente agradecer por serviços prestados, presentes caros escolhidos minuciosamente por um dos meus assessores.

Na realidade sinto falta mesmo é de uma família, para sentarmos juntos no dia de Natal e adivinhar para quem seria cada presente. Este sim seria o melhor dos presentes. Mas Deus não me deu esta dádiva. Ou talvez nem seja “Ele” o culpado. Culpo a mim mesmo, que não me dei tempo para realizar estas pequenas “tarefas” na minha vida. Há grandes coisas realizadas por mim em toda ela, mas nunca me dei uma família de presente. Descobri que nem todos os presentes do mundo o dinheiro poderia comprar. Fui agraciado por ter sido adotado por uma família rica e por este motivo tenho hoje uma vida tão completa financeiramente. Mas sempre tive a dúvida do que ficou no passado.

Coloquei um dos meus casacos mais quentes, deixei o celular no bolso e saí para dar uma volta. A neve deixa o cenário do Natal ainda mais original. Em pensar que no Brasil nesta época faz bastante calor. É mágico sair à noite aqui e ver a cidade enfeitada. As pessoas indo às compras, levando suas listas de presentes e ingredientes para a ceia, onde nunca pode faltar o peru. As crianças puxando os pais pela mão e dizendo-lhes o que queriam ganhar, quais os jogos do momento, os computadores mais completos.

O celular vibrou dentro do bolso fazendo-me voltar à tona do mergulho que havia dado naquele ambiente surreal.

— Alô? — Atendi.

— Boa noite, Roberto. Está tudo bem?

Era Eduardo, o advogado eficiente.

— Diga, Eduardo!

— Bom, estou ligando porque creio que não fui tão explícito na mensagem que enviei a você hoje. — Ouvi risos do outro lado da linha.

— Engraçadinho, meu caro. Realmente, mas fica difícil se tornar ainda mais explícito do que foi. Diga, quais são as novas? — Congelei a voz, não quis demonstrar minha euforia.

— Bem, as novas não irei lhe contar pelo fone. Estou indo para Nova Iorque na próxima semana, aí podemos conversar com mais calma. Contarei tudo que precisa saber. Está combinado?

— Com certeza, espero você então. Só me chegue antes do Natal. Apenas isso…

— Chegarei! Seu presente será especial.

Coloquei o aparelho de volta no bolso. Abri um sorriso.

Dias depois recebi Eduardo em minha casa. Estava feliz, talvez por saber o peso em ouro que tinha as respostas que me trazia.

— Sente-se, amigo. Vamos ao que interessa. — Disse a ele.

— Well… Vejo que está se dando muito bem com os ares da América do Norte. Como andam os negócios? Comprou aquele clube de golfe que estava para falir?

— Com certeza! Já está entre os meus bens. Fiz questão de adquiri-lo mesmo sabendo que é um negócio de risco.

— Põe risco nisso. Mas se é você quem paga as contas…

— Pode dizer tudo que sabe, Edu. Como dizem mesmo no Brasil? Desembucha!

Rimos juntos desta vez.

— Então. Como havia adiantado na mensagem. Encontramos sua mãe. Ela vive ainda em uma cidade no sertão do Ceará. Vou lhe dizer, não foi nada fácil chegar até ela, meu amigo. Afinal, por lá existem muitas Antônias Severina das Dores. Mas de acordo com os dados que me deu, restou somente a sua genitora.

— Está certo de que é ela?

— Certíssimo. Temos alguns dias até que você possa ir para o Brasil e revê-la. Estou com o endereço em mãos e podemos ir até ela quando quiser.

— Então não chegou a vê-la? — Olhei-o nos olhos.

Eduardo acendeu um charuto.

— Ainda não, mas tenho praticamente tudo certo.

A palavra praticamente me quebrou algo por dentro.

— Você me fez uma afirmação que agora se transformou em “praticamente”. Mexi com o gelo dentro do copo de uísque.

— Lhe afirmo uma coisa, Roberto, você verá sua mãe ainda este ano. Prometo.

— Quero provas reais de que seja ela. — Soltei um longo suspiro após esta afirmação.

Eu podia ver claramente na cara de Eduardo o quanto ele se importava. O dinheiro sempre chegava à conta dele, sem falar nas passagens aéreas, hotéis e tudo o mais que eu lhe oferecia por seu trabalho, um tanto quanto duvidoso.

— Sabe, Eduardo, você tem sua família ao seu lado desde menino. Não é? — Inquiri olhando-o com os olhos embaçados.

— Sim. — Ele engoliu o uísque em um só gole.

— Então você imagina o quanto desejaria encontrar sua mãe, se não a tivesse ao seu lado. O que significaria para você?

— Tudo. — A gravata já o sufocava como uma serpente que se enrola em sua vítima, apertando-a devagar.

— Coloque-se em meu lugar e faça valer cada centavo que lhe pago por este trabalho, se posso dizer assim. Estamos hoje no dia quinze de dezembro, lhe dou mais dez dias para me levar até ela, ou melhor, nove. — Levantei e dei-lhe um tapinha nas costas.

Completei o meu copo e o dele com uísque.

— Fique tranqüilo, Roberto. Tudo dará certo. Aproveite que estou aqui e conte-me mais sobre sua juventude. Se quiser, claro. — Ele estreitara os laços.

Até aquele momento só havia lhe enviado dados técnicos sobre minha vida. Nunca lhe falei nada sobre infância, sobre sentimento. A nostalgia batera neste momento, junto com as duas doses de uísque que me subiram à cabeça. Lá fora a neve branquinha caía em câmera lenta, como se o tempo diminuísse seu curso para ouvir a minha história.

* * *

Em minha infância, eu adorava correr livre pelo quintal, de bermudas e havaianas batidas nos pés. Tinha um cachorro magro que era cego de um olho, mas eu o amava mesmo sendo séqüito e sarnento. Morávamos mamãe, papai, sete irmãos e eu.

Naquela época não compreendia muito bem quais eram nossas reais dificuldades. Muitas vezes ia dormir sem nada no estômago e ouvia minha mãe chorar baixinho no quarto sendo consolada pelo meu pai. Mas a fome passava logo que eu pegava no sono e em meus sonhos tudo era sempre muito mais bonito.

Papai às vezes me levava com meu irmão mais velho para ajudá-lo a buscar água bem longe de casa. Em épocas de seca, andávamos quilômetros para achar um pouco de água barrenta para as tarefas mais simples da casa. Para beber, mamãe colhia a pouca água que às vezes caía do céu e tínhamos que economizar muito. Mas me acostumara com a sede da mesma forma que aprendi a conviver com a fome. Meu corpo se acostumara com o sofrimento. Até mesmo quando comíamos calango assado para mim era uma grande ceia.

O que gostava mesmo era de brincar das brincadeiras bobas de infância. Nesta época perdemos um de meus irmãos, ele ainda ia completar três anos de idade. Minha mãe disse que ele teve barriga d’água. Não compreendia como ele pode morrer de barriga d’água se tão pouca água o coitadinho bebia. Só sei que ele tinha a barriga muito inchada e passou uma noite com muita febre. No dia seguinte, acordei com barulho na casa. Mamãe chorava muito e sacudia meu irmãozinho em seus braços.

— Valha-me, Deus! Acorde meu pequenino! — Dizia ela entre prantos e soluços.

Papai nos mandou para o quarto. Espiei pelo buraco da porta, curioso como sempre, e vi papai o enrolar em um lençol, enquanto mamãe pegava a vela e rezava. Senti um aperto no peito e chorei abraçado aos meus irmãos. Perdemos nosso caçula. Aí aprendi o que era sentir dor. As brincadeiras passaram a não ser tão boas quanto antes. Parece que nos distanciamos ainda mais. Cada um fazia suas próprias coisas em seus devidos cantos.

Meu cachorro e eu continuávamos juntos em tudo até quando também o perdi. A fome o levou para longe de mim. Compreendi que eu também poderia ser o próximo. Senti medo. Tão longe de mim estava tudo que tenho hoje. A mesa farta, a casa aconchegante, os bens em meu nome, a conta bancária com muitos dígitos. Tudo bem distante.

Nesta mesma época ouvi uma conversa de meus pais que me deixou inquieto.

— Temos que nos desfazer deles. — Foi o que ouvi.

E com quase oito anos já consegui entender bem o que significava aquilo. Iria nos vender ou dar, sei lá, mas iam se desfazer de nós. Pais que se desfazem dos filhos. A fome e a sede nos venceram. A família que para mim parecia feliz estava desfeita. Mamãe definhava dia após dia, sendo obrigada a aceitar esta situação. E aos poucos o seu pesadelo e o meu foi se concretizando.

Sentado no chão de terra seca eu via papai sair puxando um de meus irmãos pelo braço e, quando voltava de noitinha, já não o trazia mais consigo. Mamãe nem ao menos o via entrar em casa. Trancava-se no quarto e chorava até de manhã.

A esta altura já éramos três. Restara Zezinha, Cicinho e eu. Se fora Nequinha, Toninho e Tião. E com eles muito da minha alegria. Eu entendia a situação, mas não aceitava ter de partir, e cada vez que papai me olhava silencioso, já imaginava que eu seria o próximo. Um dia criei coragem e perguntei, mesmo sabendo que certas perguntas crianças educadas não faziam à gente grande:

— Por que meus irmãos estão indo embora?

— Foi o melhor para eles. — Papai respondeu categórico.

Calei-me e nunca mais perguntei.

Mamãe se apegou ainda mais a mim, como se quisesse despedir-se. Cantava para eu dormir, me ensinava a rezar e me beijava depois de dar boa noite.

Minha partida também não tardou. Quando pensei que estava a salvo, as coisas se complicaram ainda mais. No caldeirão amassado que fervia sobre o fogão de lenha, poucos grãos de feijão cozinhavam e nem a farinha que restara na cumbuca seria suficiente para todos.

Eu sabia que era época de Natal porque mamãe me sentava em seu colo e me contava historias sobre Jesus Cristo. E às vezes até mesmo ensaiava algumas canções antigas.

—… Vinte e cinco de dezembro quando o galo deu sinal, nasceu Menino Deus numa noite de Natal…

Gostava de ouvi-la cantar, fazia esquecer-me nossa realidade por uns instantes. Aquele Natal não tinha o mesmo sabor que tem hoje. Aquele Natal foi amargo.

Bem na véspera, recebemos visita em casa. Um grupo de estudiosos que diziam trabalhar em usinas hidrelétricas. Não sabia o que era aquilo, mas entendi que papai se empolgou com a conversa daqueles homens abastados. Havia uma mulher com eles que me olhava com ternura. Gostei dela a princípio. Passava-me segurança. Papai e aquele homem conversaram muito a sós e mais tarde entendi que eu partiria.

Mamãe novamente não quis ver mais uma cria ir embora. O casal não tinha filhos e após ouvir a triste história de nossas vidas fez a proposta a papai. Levaria seu filho para longe e daria a ele tudo que jamais poderiam dar naquele fim de mundo.

Fim de mundo que um dia fora meu lar.

Nem ao menos me despedi de meu antigo lar. Parti com minha nova família.

Aquele passado triste ficou para trás e junto com ele, mamãe e suas canções de ninar.

O Natal do ano seguinte foi completo para mim. Já estava matriculado em um dos melhores colégios do Rio de Janeiro, onde meu pai adotivo trabalhava como diretor de uma grande usina hidrelétrica, a esta altura já bem sabia o que era isso. Tinha as melhores roupas, calçados, brinquedos, alimentos. Mas não tinha o cheiro suave e seco do sertão.

Os odores agora eram outros. Na manhã de Natal a casa era inundada pelo saboroso aroma do peru que minha nova mãe temperava na véspera e assava no outro dia com todo carinho. No café da manhã comíamos torta de frutas secas e havia muito suco de laranja. A árvore de Natal era enfeitada por mim com a ajuda de alguns outros parentes “postiços”.

A vida mudara, assim como o Natal e eu também. Aquele menino de olhos verdes expressivos e pele queimada pelo sol ficara lá atrás. Não era mais Betinho e sim, apenas Roberto.

Tranquei-me dentro de mim. Enterrei meu passado. Com dinheiro o tempo passa muito rápido. Muitas coisas para se ver e fazer ao mesmo tempo.

E se passaram trinta anos…

* * *

— História intrigante, Roberto. — Eduardo engoliu mais um gole de uísque.

— Entende por que tenho pressa? Não tenho o tempo ao meu favor. Faça o que puder e o que não puder para que eu reveja minha mãe. Mesmo que seja a última coisa que faça.

Logo que Eduardo partiu, voltei para o quarto e chorei até adormecer, desta vez não de fome, e sim, de esperança.

O telefone tocou dias depois confirmando minha viagem para o Brasil. Finalmente o grande dia chegaria. Eduardo me aguardava no Ceará. Dizia já ter visitado minha mãe, mas não lhe disse nada a respeito de mim, apenas que lhe daria um presente de Natal.

Este foi o vôo mais longo que fiz em toda minha vida. Revi todo meu passado. Como estaria mamãe agora? E papai? E meus irmãos? Por onde andariam? Teriam a mesma sorte que eu? Provavelmente não. Como eu queria reunir todos em uma ceia de Natal farta e cheia de amor e carinho! Fazê-los esquecer tudo que havíamos passado naquele sertão. A infância pobre de pés no chão, unhas cheias de terra, pele queimada pelo sol. Barriga d’água. Já entendia o que era esta expressão. Tudo ficara lá atrás.

O avião pousou no solo da minha antiga terra.

Apenas um dia para o Natal.

Contatei Eduardo pelo telefone. Tudo combinado. Encontraria-me no Aeroporto de Juazeiro do Norte. Pensei em comprar algo. Um presente, uma lembrança, um buquê de flores. Do que estava falando? Flores murchariam assim que saísse da floricultura. O maior presente estava indo ao seu encontro suando a cântaros de tanta tensão por revê-los.

Pelas cidades os enfeites de Natal me transportaram de volta à Nova Iorque por um breve momento. A neve ainda deveria estar caindo lá. E eu aqui, neste calor incrível. Com o coração em brasa.

Encontrei-me com Eduardo no dia seguinte bem cedo.

— Feliz Natal!

Foi a primeira coisa que me disse.

— Para mim, ainda não é Natal. Você sabe. Vamos ao que interessa.

Entrei no jipe e partimos sertão afora.

O sol a pino.

Poucas horas depois, chegamos no local que o GPS indicava. Eduardo desceu primeiro. Esperei um instante, enquanto olhava ao redor. O lugar não era o mesmo onde cresci, mas o cenário, sim. Um campo sem gado, uma cerquinha de bambu seco, alguns cães magros latindo ferozmente no quintal. E lá mais longe, uma casinha de pau a pique com apenas uma janela e uma porta com a imagem de Padre Cícero pregada nela.

Desci do carro com o vento suave e quente tocando meu rosto.

— Boa sorte! — Desejou-me o motorista o qual eu ao menos sabia o nome.

“Obrigado!”, pensei apenas, não falei.

Caminhei olhando tudo à minha volta. Meus olhos a esta altura já estavam brilhando. Tirei os sapatos Mocassin e senti o solo áspero e quente sob meus pés.

Eduardo saiu da casa trazendo pela mão uma senhora.

Olhei-a de longe controlando minha ansiedade.

Um lenço amarrado na cabeça, a mão protegendo os olhos do sol forte do meio dia. A pele enrugada, os braços fininhos, quase colados ao corpo.

— Quem vem lá, meu filho? — Perguntou ela a Eduardo, carinhosamente.

Neste momento parecia que Eduardo desapareceu dali. Não suportei mais aquela angústia e corri ao seu encontro. Agarrei-a em meus braços e a ergui no espaço como se fosse uma menina. A minha menina. Como poderia não ser ela? Os anos não apagaram as suas marcas de mãe. A minha mãe. E quanto tempo eu esperei para dizer-lhe isso. Rodei com ela pelo quintal com os cachorros latindo ao nosso redor. Beijei-a no rosto salgado pelas lágrimas. Ela também sabia de mim. E segurou meu rosto com as duas mãos.

— Sou eu, mamãe! Betinho, seu filho. Eu voltei para você.

— Valha-me meu Padin Cíço! É você, meu filho?

Sacudi a cabeça positivamente e a beijei novamente.

— Feliz Natal! — A abracei apertado.

Ela soluçou agarrada a mim.

— Obrigado! — Agradeci ao advogado eficiente.

Sentamos os dois, próximos ao Juazeiro. Contamos todas as nossas verdades e choramos todas as nossas dores. Papai já havia falecido, e sobre meus outros irmãos ela não tinha notícias. O importante era aquele momento. Nós dois sentados ali, juntos e com os cachorros lambendo nossas mãos, felizes como nós. Neste Natal não tivemos a fome, a dor e a lamentação de não ter um ao outro. Tínhamos sim, o grande presente da vida, o melhor que o dinheiro pode me dar. O reencontro com mamãe.

Deitei-a em meu colo e tracei cada ruga em seu rosto com meu dedo indicador.

— Feliz Natal, mamãe! Agora e para sempre! Feliz Natal!

Nada de meias na lareira ou presentes na árvore.

Apenas nós e o sertão ao fundo.

fim

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Sobre Lina Stefanie

Formada em Letras com licenciatura em Inglês, Professora, nascida em São Lourenço da Serra, São paulo, Lina Stefanie alimenta desde a tenra idade o amor pelo lado sobrenatural da vida. Amante das estórias de terror e suspense, tem como ídolos da literatura fantástica mestres como Stephen King, Anne Rice e Lygia Fagundes Telles. Publicou em três Antologias de Fantasia: Caminhos do Medo (Editora Andross), Amores Impossíveis (Editora Andross) e Vírus Z (Editora Navras), publicou seu primeiro Romance no ano de 2016 através do Clube de Autores.
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